Vai que... o mundo é o que você faz.


*Foto retirada da internet, autor não identificado.

Foi Dalai Lama que disse: Minha religião é gentileza.  Eu que já simpatizava com ele, quase que saí dizendo que minha religião era Dalai Lama, mas contive essa criança que pula aqui dentro e só adotei a frase, pois que, se é pra ter religião, que seja esta: Gentileza, segundo o dicionário, amabilidade - habilidade de amar. 

Tira a fantasia romântica desse tal de amor e o torne nu de toda classificação, deixa que ele seja apenas aquilo que faz bem. Ser gentil nasce da intenção de sê-lo. Antes do café, água quente. Tem como ser diferente?

Falando em café, você sabe o nome do moço que serviu o seu, junto com um sorriso tímido? Dizem que o nome da gente é aquilo que mais agrada aos ouvidos, uma porção da nossa individualidade dita por outra boca toca quase como nossa música predileta. Chamar pelo nome alguém que, por ofício ou vontade, nos atende um pedido, faz lembrar da nossa parecença, afinal, todos nós temos um nome. 

Sobre pequenas gentilezas, sempre recordo da vida bandida dos transportes públicos. Segurar a bolsa de alguém no ônibus? Tem quem feche os olhos. Fecham os olhos pras dezenas de agasalhos empoeirados, quando frio. Fecham os olhos pro suspiro do outro, quando equipe. Fecham os olhos pro estar presente, quando online. Fecham os olhos pros próprios excessos, que normalmente significam falta, logo ali, do outro lado da porta.  Fecham os olhos e nem se dão conta que fecham junto, além do fluxo de gentileza, o coração.

Mau humor é permitido, mas deixa que corra sangue gentil nas veias mesmo em dias ruins. É dever daquele que vive respeitar qualquer outra coisa nessa mesma condição. Mesmo num dia que o riso fugiu, segura a bolsa de quem puder carregar vai... vai que os ombros daquela pessoa estejam doendo. Vai que essa gentileza dissolva um pouco da dor. E vai que isso, só isso, seja tudo aquilo que ela está precisando pra seguir adiante.


Vai que... o mundo é o que você faz. 

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