Mãe da vida


                                                                        *Autor, infelizmente, não identificado.

Ouvi que a pele dura alguns dias. Li que as células alguns anos. Sei que a vida algumas décadas... E constatei que a morte não é um ponto, ela é a entrelinha. Parte. Epílogo de uma peça que assistimos na primeira fila.  


A morte, mãe da vida, ensina que a certeza do limite é o maior motivo pra ser borboleta enquanto asa, pra ser brincadeira enquanto vivo e pra ser janela aberta enquanto casa. Esvaziado, descobre que nada precisa ser guardado e que o controle é a maior das ilusões humanas, maior das mentiras que aprendemos.


Nada que ocupe de pré’s o que devia estar vazio deve ficar, mesmo porque tudo aquilo que fica, se solta no fim: A pele, os medos, as contas, os títulos... a alma. Nada que pese mais que um sono infantil deve ser carregado. 


Desocupe, viver da graça que a leveza trás é uma escolha inteligente quando se é perecível.

3 comentários:

  1. Moça, dá licença, tu é daquelas que permite manifestações elogiosas efusivas?

    Caramba, que escritos incríveis você tem aqui. Seja em verso ou prosa, seus textos são daqueles que agente quer tirar pra dançar, levar pra passear no parque, pedir em namoro e apresentar pra família... Chega a dar inveja da facilidade que você tem em fazer as palavras fluírem pelo "papel".

    Tu tem um talento admirável, e eu te agradeço demais por compartilhar isso comigo, mesmo que involuntariamente. Foram momentos de leitura agradabilíssimos.

    Meus sinceros parabéns!

    Um abraço.

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    1. Ganhei carinho dominical com teu comentário! Você sabe a sensação que causa o elogio de um querido desconhecido? Causa êxtase!

      Gra-ti-dão!

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    2. Imagina, juro que a bajulação foi sincera. Hehehe

      Pois esse desconhecido querido virou seu fã. Bisbilhotarei seu blog mais vezes, se me permitir.

      Sou gra-to pela sua gra-ti-dão.

      Um abraço.

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Pitacos